Veja como este gráfico explica o aumento de “usadões” e as dificuldades orçamentárias do Japão

Diminuição da média salarial, “usadões” e contas públicas: o dilema do Japão

O gráfico na imagem demonstra, a grosso modo, a involução da média salarial dos trabalhadores assalariados no Japão nos últimos vinte anos.

O Japão vem conhecendo de perto, nesse período, os efeitos da diminuição dos salários dos trabalhadores assalariados, e, consequentemente, a diminuição do poder de compra das famílias.

Você pode perceber o impacto disso na economia japonesa através do aumento do número de Recicle Shop’s no Japão, os famosos “usadões”.

Foi-se o tempo em que os lixões ficavam abarrotados de produtos semi-novos, trocados a cada semestre por produtos novos adquiridos com o “bom e velho” bônus.

Cada vez mais, ‘usadões’ surgem aqui, ali e acolá, possibilitando a compra de produtos que outrora poderiam ser encontrados em lixões neste Japão afora. (Há a questão da sustentabilidade nisto, e neste aspecto isto é bom.)

Em vez de enviar o bem indesejado para o monturo, japoneses estão preferindo cambiá-los em ‘usadões’. E para a aquisição de algum produto, ou vão aos usadões tentar encontrar alguma pechincha, ou vão a uma loja dar entrada num novo bem de consumo, num crediário com suaves prestações.

Mas não é só essa mudança de hábito de consumo como consequência da redução da média salarial, não.

Com salários menores, diminui-se também a arrecadação de impostos relacionados à renda, incluindo aí a arrecadação previdenciária, e diminui também a arrecadação de impostos sobre o consumo, já que a redução dos gastos das famílias está relacionada à redução da renda; e isto compromete as contas públicas.

A redução na arrecadação da previdência compromete a sustentabilidade do sistema previdenciário. E num país cuja população idosa financiada por quem trabalha aumenta a cada ano e a jovem diminui drasticamente, isto é muito grave.

By Connexion Tokyo Team