Toyota: mais uma paralisação, a 3ª em menos de 4 meses

Mais uma paralisação no ano.

Em decorrência da explosão ocorrida numa fábrica pertencente ao grupo Aisin, em Kariya, fornecedora de sistema de freios para veículos, a montadora Toyota anunciou a paralisação na produção de algumas linhas em algumas unidades da empresa.

“A previsão é de que a produção volte ao normal na quinta-feira, mas ainda não podemos afirmar nada”, disse um porta-voz da montadora. (Mais informações aqui: http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/57909/Toyota-paralisa-parte-da-producao-no-Japao-apos-explosao-em-fabrica-de-fornecedor)

Provavelmente, outras empresas que fornecem auto-peças à montadora terão de suspender suas respectivas produções, já que a montadora trabalha sob o sistema ‘just in time’.

Como já tratamos em outras duas situações de paralisação neste ano: Por lei, ao conceder férias coletivas (ainda que por poucos dias) por motivos de paralisação na produção, as empresas devem remunerar os seus funcionários nos dias parados num valor equivalente a 60% do recebível em horário normal (8 horas de serviço).

Caso alguma empresa e/ou empreiteira se recuse a remunerar seus funcionários conforme o explicitado acima, sugerimos aos trabalhadores que entre em contato com o escritório de Normas Trabalhistas — Rodō Kijun Kantoku-sho:

http://www.mhlw.go.jp/stf/seisakunitsuite/bunya/koyou_roudou/roudoukijun/location.html

Se não compreender, procure o escritório mais próximo e leve um intérprete se lá não houver.

http://www.nic-nagoya.or.jp/portugues/po/archives/594

 

A questão dos 60% de remuneração tem a ver com o manter o equilíbrio orçamentário do funcionário; promover uma renda mínima mensal, e diminuir o impacto da redução salarial por causa da paralisação. Se os sábados a serem repostos forem neste mesmo mês, não há nada demais nisso, pois o equilíbrio salarial referente ao mês 2 estará garantido. Mas se for em outros meses, reivindique os 60% nos dias de paralisação. Repor produção em outros dias tem a ver com a demanda da empresa, com o cliente consumidor; já os 60% da remuneração tem a ver com a diminuição do impacto da redução salarial referente ao presente mês, ou seja, tem a ver com os compromissos mensais e inadiáveis dos funcionários.

Esta situação trás uma boa reflexão para que todos possam avaliar suas escolhas em informações e verificar onde está o compromisso das mídias, apresentadores, blogueiros, comediantes, jornalista e todos que lucram com o patrocínio das empreiteiras e se omitirem e publicarem uma nota sobre o assunto a fim de explicar a todos o que fazer neste momento de crise e redução salarial.

Que fique claro que se houver acidentes naturais como terremotos, tsunamis, erupções, inundações e outros do gênero, as empresas não ficam obrigadas a garantir os 60% dos dias de paralisação. Contudo, o governo certamente entra na causa promovendo recursos para diminuir o impacto, se assim puder.

Valorize seus direitos, una-se a seus amigos. Não existe demissões em massa por apenas vocês quererem seus direitos. A primeira coisa a dizer é que poderá ser demitido. Hoje já está difícil encontrar trabalhadores para as vagas de serviços. Demissões em massa está fora de cogitação.

Pensem, discutam, comentem e compartilhem com seus amigos e busquem a melhor opção de defender seus direitos. Não se sujeitem a fazerem trabalhos diferentes do contratado. A ajuda de 60% poderá estar sendo trocada por outro tipo de serviço que não está no seu contrato, mas, você concordando, a empreiteira fica acobertada pela lei por causa da sua decisão.

Se tiverem dúvidas, enviem em comentários na página ou no nosso site, este é o melhor espaço para juntarmos forças e trocar ideias.

By Connexion.tokyo Team