A difícil tarefa de escolher um nome para o bebê

Esse negócio de nome é coisa séria. Para início de conversa, não fomos nós quem escolhemos os nossos próprios nomes, e sim, os outros (pai, mãe, vó, vô, tio…). E se no momento da escolha, não for respeitados alguns “critérios básicos”, depois que for registrado, não adianta mais, a criança vai ter que conviver com o nome que tem e fim de papo! Ou arrumar algum apelido para disfarçar o nome oficial. Até o diminutivo do nome serve.
Já ouvir falar, em programas de TV, de nomes não muito comuns – ao menos para pessoas. Ouvi o caso de três irmãs, as quais os pais as registraram como Xerox, Fotocópia e Autenticada. Outro caso, o nome de um rapaz, João Um Dois Três de Oliveira Quatro. E ainda, o de uma filha de imigrantes vindos do leste europeu, cujo nome era Aida (até ai, tudo bem, pois, o nome é comum no país dos pais), mas, como ela nasceu no Brasil os pais quiseram adaptar o nome à cultura local e a registraram como Aida Na Volta Na Vinda. Tem também o nome de um jogador de futebol, apelidado de Lúcio Bala, cujo nome verdadeiro é Lucinete, pois, o seu pai ao registrá-lo estava embriagado e o funcionário do cartório nem percebeu que se tratava de um menino, do sexo Masculino.

Estou até me lembrando do caso de um pai que era fã do Michael Jackson, e fez uma homenagem ao cantor colocando o nome do filho de Marcus Jackson. Também tem outro, que era fã do Jean Claude van Dame e registrou o filho de João Cláudio van Dame.

As crianças nipo-brasileiras também podem passar por apuros na escola – no caso de estudarem no Brasil, pois, alguns nomes japoneses não soam muito bem no nosso país. Então, antes de registrar, tem que parar e pensar um pouco para ver se o provável nome não vai causar embaraço para a criança. Não deveria ser assim, mas, infelizmente é! E, o mais importante é evitar constrangimentos para a criança, poupando-a de um nome que lhe seja motivo de piadas por parte dos colegas.

Até empresas, antes de exportar os seus produtos, verificam se o nome será bem aceito na cultura do país em que se pretende consolidar os negócios, como foi o caso da Mitsubishi Motors, que para o Peru teve que exportar o utilitário Pajero com o nome de Montero, pois, o nome original significa algo obseno no país sulamericano.

Por outro lado, existem pais que querem compensar toda a falta de ‘capital cultural’ deles no nome dos filhos, e aí é um show de nomes com várias letras duplicadas, triplicadas (LL, NN, LLL…); <Y> no lugar de <I> e de <E>; <H> adaptado ao nome, e etc. Ex: YSTHEPHANNY

E você, conhece alguém que fez isso, que quis compensar a falta de ‘capital cultural’ no nome da criança?

By Connexion Tokyo Team